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Sexta, 18 Ago 2017

A informática e a organização empresarial

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É típico da natureza humana ter resistência ao novo.

Em todas as eras da nossa história as novidades provocaram diversas reações por parte da sociedade, reações das mais variadas.

A ortodoxia do conhecimento, baseada em um conceito de conservadorismo, é a maior responsável pela dificuldade de introdução de mudanças e inovações nos segmentos sociais.

A organização empresarial e o meio produtivo são um forte exemplo disto.

A informática mudou o conceito de organizar as empresas e controlar os meios de produção. Com a aplicação desta ciência, reduzem-se tempos para execução de tarefas, reduzem-se custos de produção (inclusive em relação à mão-de-obra), podendo-se dizer que, no geral, aumenta-se a lucratividade.

Se este quadro é tão favorável, por que no Brasil a grande maioria das empresas não está plenamente informatizada?

Para responder a esta pergunta, vamos relacionar alguns fatores:

• Custo dos equipamentos e tecnologias.
• Acesso à informação de maneira rápida e qualificada.
• Disponibilidade de mão-de-obra qualificada.

Estes três fatores podem ser apontados como os principais obstáculos para a entrada destas empresas no mundo da Tecnologia da Informação. No entanto aponto o fator que eu considero determinante para isto:

A falta de visão desta parcela do empresariado para esta necessidade, em grande parte, provocada por um entendimento equivocado da relação custo X benefício.

Para entendermos este quadro é necessário que façamos uma análise mais profunda desta conjuntura, seja no aspecto da fundação e implantação de um novo negócio: seja no aspecto da manutenção desta iniciativa no mercado produtivo; seja na comparação entre as empresas e sua atuação no mercado.

Façamos uma análise do segmento mais produtivo (para seus acionistas) do mercado brasileiro: os bancos.

Atualmente o índice de informatização do serviço bancário é o mais alto dentre todos os segmentos de mercado. Algumas tecnologias foram desenvolvidas exclusivamente para este segmento. A informática é tão importante para os bancos, que os líderes de mercado contam com suas próprias empresas de desenvolvimento de soluções, como é o caso do Bradesco, do Itaú e do Banco do Brasil, para citar alguns exemplos.

Ações que outrora dependiam de presença física dos correntistas nos bancos, atualmente são realizadas por meios eletrônicos. Podemos citar dentre algumas:

• Emissão de talonários de cheques
• Depósitos e transferências
• Saques de valores
• Solicitação de extratos
• Visualização de cheques pagos ou compensados, entre outras.

Desta forma a utilização da informática aliada ao uso da Internet, criou os bancos virtuais, onde o cliente não precisa ir até ele. Através de um terminal de computador conectado à Internet de qualquer lugar do mundo, o correntista faz suas transações e recebe atendimento.

E o que isto significou para os bancos: o aumento na possibilidade de atendimento simultâneo às demandas de vários clientes, sem necessariamente, aumentar o corpo funcional da instituição e, na maioria dos casos, com dispensa de pessoal.

Os críticos das modificações implementadas pela Tecnologia da Informação neste setor, tendem a ter uma visão localizada do problema. Os sindicalistas reagem contra as demissões e cortes de pessoal, porém não procuram orientar seus assistidos, ou o fazem de maneira ineficaz, sobre a necessidade de constante qualificação profissional.

Se por um lado postos de trabalho são fechados, por introdução de novas tecnologias, outros postos são abertos pelas novas profissões e necessidades operacionais surgidas por estas inovações.

Já ficou claro que as grandes empresas não vão recuar no processo de substituição de contingentes de mão-de-obra humana por processos automatizados. A questão fundamental a ser discutida neste caso é: o quanto a sociedade vai esperar para se conscientizar da necessidade constante de aprimoramento cultural e profissional do Ser Humano, no mundo moderno.

O grande empresário não tem dificuldade de sair na frente, por isto ele é grande.

A rapidez de decisão e a capacidade de enxergar mais adiante é que fazem a diferença entre o grande e o pequeno.

Nem sempre os empresários que estão à frente de grandes empresas são, por excelência, grandes empresários. Por outro lado, podemos encontras pessoas de alta capacidade de empreendimento a frente de pequenas, micro ou médias empresas e, nem sempre, como sócias ou proprietárias destas.

Voltemos a questão da informatização: pode (ou deve) um pequeno negócios ser informatizado? Vamos analisar esta questão da seguinte forma: como a informatização ajuda a melhorar este negócio?

A função do computador não é pensar ou criar soluções. Ele atua como maximizador da capacidade humana, isto é, ele melhora a condição de respostas de seu usuário, sobre questões e problemas propostos.

Utilizaremos como exemplo uma loja de materiais de construção que trabalha com 15.000 itens diferentes.

• Como fazer este controle de estoque de maneira eficiente (com rapidez e correção) de modo a sabermos quais produtos estamos vendendo mais e melhor?
• Como podemos avaliar a performance de cada um destes produtos e saber o quanto de cada um, estamos vendendo?
• Como podemos definir e quantificar do lucro da venda destes produtos, unitariamente?

Se esta loja estiver informatizada, podemos responder todas estas perguntas em questão de minutos, sem precisarmos fazer qualquer cálculo. O computar processa as informações inseridas e responde nossa pergunta.

E se não estamos informatizados? Quanto tempo levaríamos para executar um controle de estoque deste porte? E as informações específicas, em números e demais detalhes.

Muitos empresários se perguntam qual a necessidade de informatizar seus negócios.

Podemos afirmar que não existe nenhum negócio que não possa ou não deva ser informatizado, pois o maior atributo da informática é gerar informação (em todos os níveis) rápida e de qualidade.