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Domingo, 17 Dez 2017

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tpico da natureza humana ter resistncia ao novo.

Em todas as eras da nossa histria as novidades provocaram diversas reaes por parte da sociedade, reaes das mais variadas.

A ortodoxia do conhecimento, baseada em um conceito de conservadorismo, a maior responsvel pela dificuldade de introduo de mudanas e inovaes nos segmentos sociais.

A organizao empresarial e o meio produtivo so um forte exemplo disto.

A informtica mudou o conceito de organizar as empresas e controlar os meios de produo. Com a aplicao desta cincia, reduzem-se tempos para execuo de tarefas, reduzem-se custos de produo (inclusive em relao mo-de-obra), podendo-se dizer que, no geral, aumenta-se a lucratividade.

Se este quadro to favorvel, por que no Brasil a grande maioria das empresas no est plenamente informatizada?

Para responder a esta pergunta, vamos relacionar alguns fatores:

Custo dos equipamentos e tecnologias.
Acesso informao de maneira rpida e qualificada.
Disponibilidade de mo-de-obra qualificada.

Estes trs fatores podem ser apontados como os principais obstculos para a entrada destas empresas no mundo da Tecnologia da Informao. No entanto aponto o fator que eu considero determinante para isto:

A falta de viso desta parcela do empresariado para esta necessidade, em grande parte, provocada por um entendimento equivocado da relao custo X benefcio.

Para entendermos este quadro necessrio que faamos uma anlise mais profunda desta conjuntura, seja no aspecto da fundao e implantao de um novo negcio: seja no aspecto da manuteno desta iniciativa no mercado produtivo; seja na comparao entre as empresas e sua atuao no mercado.

Faamos uma anlise do segmento mais produtivo (para seus acionistas) do mercado brasileiro: os bancos.

Atualmente o ndice de informatizao do servio bancrio o mais alto dentre todos os segmentos de mercado. Algumas tecnologias foram desenvolvidas exclusivamente para este segmento. A informtica to importante para os bancos, que os lderes de mercado contam com suas prprias empresas de desenvolvimento de solues, como o caso do Bradesco, do Ita e do Banco do Brasil, para citar alguns exemplos.

Aes que outrora dependiam de presena fsica dos correntistas nos bancos, atualmente so realizadas por meios eletrnicos. Podemos citar dentre algumas:

Emisso de talonrios de cheques
Depsitos e transferncias
Saques de valores
Solicitao de extratos
Visualizao de cheques pagos ou compensados, entre outras.

Desta forma a utilizao da informtica aliada ao uso da Internet, criou os bancos virtuais, onde o cliente no precisa ir at ele. Atravs de um terminal de computador conectado Internet de qualquer lugar do mundo, o correntista faz suas transaes e recebe atendimento.

E o que isto significou para os bancos: o aumento na possibilidade de atendimento simultneo s demandas de vrios clientes, sem necessariamente, aumentar o corpo funcional da instituio e, na maioria dos casos, com dispensa de pessoal.

Os crticos das modificaes implementadas pela Tecnologia da Informao neste setor, tendem a ter uma viso localizada do problema. Os sindicalistas reagem contra as demisses e cortes de pessoal, porm no procuram orientar seus assistidos, ou o fazem de maneira ineficaz, sobre a necessidade de constante qualificao profissional.

Se por um lado postos de trabalho so fechados, por introduo de novas tecnologias, outros postos so abertos pelas novas profisses e necessidades operacionais surgidas por estas inovaes.

J ficou claro que as grandes empresas no vo recuar no processo de substituio de contingentes de mo-de-obra humana por processos automatizados. A questo fundamental a ser discutida neste caso : o quanto a sociedade vai esperar para se conscientizar da necessidade constante de aprimoramento cultural e profissional do Ser Humano, no mundo moderno.

O grande empresrio no tem dificuldade de sair na frente, por isto ele grande.

A rapidez de deciso e a capacidade de enxergar mais adiante que fazem a diferena entre o grande e o pequeno.

Nem sempre os empresrios que esto frente de grandes empresas so, por excelncia, grandes empresrios. Por outro lado, podemos encontras pessoas de alta capacidade de empreendimento a frente de pequenas, micro ou mdias empresas e, nem sempre, como scias ou proprietrias destas.

Voltemos a questo da informatizao: pode (ou deve) um pequeno negcios ser informatizado? Vamos analisar esta questo da seguinte forma: como a informatizao ajuda a melhorar este negcio?

A funo do computador no pensar ou criar solues. Ele atua como maximizador da capacidade humana, isto , ele melhora a condio de respostas de seu usurio, sobre questes e problemas propostos.

Utilizaremos como exemplo uma loja de materiais de construo que trabalha com 15.000 itens diferentes.

Como fazer este controle de estoque de maneira eficiente (com rapidez e correo) de modo a sabermos quais produtos estamos vendendo mais e melhor?
Como podemos avaliar a performance de cada um destes produtos e saber o quanto de cada um, estamos vendendo?
Como podemos definir e quantificar do lucro da venda destes produtos, unitariamente?

Se esta loja estiver informatizada, podemos responder todas estas perguntas em questo de minutos, sem precisarmos fazer qualquer clculo. O computar processa as informaes inseridas e responde nossa pergunta.

E se no estamos informatizados? Quanto tempo levaramos para executar um controle de estoque deste porte? E as informaes especficas, em nmeros e demais detalhes.

Muitos empresrios se perguntam qual a necessidade de informatizar seus negcios.

Podemos afirmar que no existe nenhum negcio que no possa ou no deva ser informatizado, pois o maior atributo da informtica gerar informao (em todos os nveis) rpida e de qualidade.